Friday, December 10, 2010

Manifesto pelo direito ao uso das sacolinhas plásticas e afins

Quero colocar uma garrafa em cada sacola plástica – e, dependendo da sacola, ainda poder usar duas.

Quero levar mais sacolas do que o necessário para poder usar no lixo do banheiro.

Quero passar pelo caixa sem que ele me ofereça uma sacola de material reciclado.

Quero usar saquinhos plásticos para o lanche das crianças.

Quero usar filme plástico para guardar comida na geladeira.

Quero tudo isso sem ter que passar pela Inquisição Ecológica

- que usa sacolas retornáveis, mas vai à padaria de carro.

Acima de tudo, quero o livre arbítrio para poder fazer tudo isso…

… ou não!

(escrito em julho/09 – no outro Desmemoriado)

Teste de envio por email

Esse e o segundo teste. Vamos ver no que da!
Laura Gris Mota
Enviado pelo meu aparelho BlackBerry da Claro

Assunto não faltou… mas o tempo, quanta diferença!

Acho que todos (os meu 4 leitores) merecem uma explicação do porque não escrevi com a frequência que prometi. Lá vai… eu estava ocupada.

Algumas vezes, confesso, pensei num texto bem legal sobre a campanha presidencial desse ano. O assunto: Como que o Lula pode dizer que se preocupou em investir na educação se em várias oportunidades ele mesmo disse que “Diploma pra quê? Eu não tenho e sou presidente!” (leia a frase com a língua presa e coloque um ou dois erros de português, por favor – para dar realismo ao momento!).

Também pensei em escrever meus primeiros momentos com um “fogão de indução”. Se você não sabe o que é, indico o Google – ele sabe. Quase devolvi o fogãozinho porque ele não ligava. Aí descobri que o problema não era o fogão e sim a panela – na minha “época”, qualquer panela servia, mas nessas “modernidades”…

Pensei em escrever sobre minhas experiências profissionais e como a geração dos 20 anos hoje não está nem aí pra nada, não quer comprometimento com o trabalho, com suas atividades, com a vida.

Aaahh! Pensei em escrever sobre dietas – não só copiar e colar, como no Dieta & Cia. Escrever sobre a minha tentativa – frustrada lógico! – de emagrecer tomando remédio (eca! Nunca mais) comprando comidinhas lights, indo na nutricionista (chatooo…), essas coisas.

Pensei em escrever sobre morte, perdas, os sustos – e surtos – da vida.

Também crescimento e aprendizagem infantil esteve em pauta: como as crianças aprendem a ler e a gente não pode mais enganá-las.

Também teve os meus primeiros momentos com um carro automático. Só para rimar, dramático!

Assunto, definitivamente não faltou. O que faltou foi a droga do tempo – outro assunto que eu queria ter falado: por que a gente só tem 24 horas em cada dia; não seria melhor arredondar para 30?

Composição a 4 mãos

Ela nasceu assim:

Minha filha (então com 5 anos) pediu para que escrevêssemos uma história e eu comecei “era uma vez…” e ela completou: “uma menina!!”. A partir daí, fui fazendo as perguntas e ela dava a resposta. Escrevemos, então, a história da Sara.

Era uma vez uma menina com cabelo comprido e trancinhas. E o cabelo era escuro, bem escuro.

A menina estava brincando no parquinho. O nome da menina era Sara.

Sara tinha dois animais de estimação: um cachorro e um gato. O cachorro se chamava Salsicha e o gato, Chance. Os dois estavam no parquinho com a Sara.

O brinquedo que a Sara mais gostava no parquinho era o balanço.

Sara morava numa casa florida. As flores eram rosa e roxo. O quarto da Sara era roxo.

Ela tinha vários, vários brinquedos. O que Sara mais gostava era brincar com suas Barbies. Eram todas diferentes.

As comidas que Sara mais gostava eram carne queimadinha e salsicha com molho. Ela não gostava de salada nem de tomate puro. Ela só gostava de tomate com sal.

Sara morava com toda a sua família – menos o Papai, que morava longe.

Eles eram uma família muito feliz!

(se algum desenhista, ou aspirante, quiser ilustrar, ficaremos muito felizes!)

2010–Últimos capítulos

Mais um ano está – quase – chegando ao fim. Ok! Escrever
sobre o final de ano e começar com essa frase é tão piegas que me deu embrulho
no estômago agora.

Muitas coisas aconteceram esse ano e, dezembro – mais uma
vez o embrulho no estômago – é hora de colocar a casa em ordem e ver, rever,
curtir ou exorcizar as coisas.

Na lista dos 10 mais:

1) Eu ME CASEI!
2) Eu conheci Portugal.
3) Eu fui a Santiago de Compostela – não foi caminhando, como peregrina; foi de carro, com ar condicionado, depois de ter passado uma noite num resort 5 estrelas, mas vale né?
4) Eu fui a Paris DE NOVOOOO!
5) A Hannah aprendeu a ler e escrever – isso não é DEMAIS?
6) A filha da Luiza nasceu! Mais um bebê na família.
7) Meu marido voltou para a UnB.
8 ) Minha mãe teve câncer. E curou.
9) Minha avô morreu… de câncer.
10) Eu fiz todos os exames e… tá tudo bem – ufa!

Com cada uma dessas, da listinha das 10 mais, outras 10
surgiram, mas – pelamordedeus! – citar tudo primeiro ia ser no mínimo cansativo
para as 3 (ou 4) pessoas que vão ler isso.

Mas… qual é o objetivo do post?

Primeiro, dizer que tantas coisas importantes (e outras nem
tanto) aconteceram nesse ano que eu não cumpri o que prometi – escrever um texto
por semana para esse triste e solitário blog. Depois, para prometer, de novo,
que – siiiiim!!!!  – eu vou escrever um
texto por semana para postar aqui!

Risos? … eu ouvi risos?? …

Tá bom! Podem rir, gargalhar se quiserem. Vou escrever um
texto por semana. É que as minhas semanas são, um pouquinho, maiores que as
normais. As vezes elas tem mais de 90 dias… Disso vocês não saibiam, né?

Tuesday, August 03, 2010

Eu nunca andei de skate

Hoje é dia do Skate. 3 de agosto, dia do skate.

Isso me fez lembrar que eu nunca andei de skate. Também nunca subi em árvores muito altas (e o medo de cair!). Puxo mais pela memória... É... na verdade, não fiz nenhum "esporte radical infantil". But... Ao contrário do que se poderia esperar, eu vivia roxa, caía do nada, tropeçava nos próprios pés.

Bom, eu já vivia perigosamente na minha própria companhia, para que piorar as coisas né?

Monday, August 02, 2010

Autoregulamentação interna

Ouvi essa de um colega, que ouviu de um cliente. Na hora, fiquem pensando: "é de comer ou de passar no cabelo”. Nem um nem outro. É a forma mais moderna de dizer CENSURA dentro de uma empresa.

Não se pode publicar notícias ruins. “Ah, isso é só a autoregulamentação interna”. Não se pode contar que o presidente tem um bônus bem gordinho. “Ah, isso é só a autoregulamentação interna”.

Eu também vou entrar nessa e implantar essa tal de autoregulamentação aqui em casa. Não se pode mais falar quanto custou o sapato e a bolsa novos, nem a última conta do salão de beleza – “Ah! Isso é só a autoregulamentação interna” hahahahhaha

Sunday, July 25, 2010

Ouça os sinos na Igreja Matriz de Évora, em Portugal

video

Teste de postagem pelo celular

Se alguem estiver lendo isso, deu certo!!
(Ah! O telefone nao tem acentos)
Laura Gris
Sent via my BlackBerry® device from Claro
Um por semana...

Escrever é como andar de bicicleta: a gente não esquece. Mas, quando passa muito tempo sem andar de bicicleta, nos primeiros 100 metros a gente fica, assim, meio bamba. Para não ficar "meio bamba", também resolvi escrever, no mínimo, um texto por semana. Um texto qualquer... apenas escrever.

Sou uma jornalista com 3 blogs. Não escrevo em nenhum. Copio, colo. No máximo, faço um comentário. Estranho. não? Até eu mesma acho.

* * * 

A pior parte de escrever sem inspiração é começar. Quando você tem uma idéia, um começo, uma inspiração, o texto flui... anda, as letras aparecem, a combinação de palavras perfeitas surge como que por puro encanto. Quando não tem, o texto sai a r r a s t a d o d e v a g a r... l e n t o!!

Fora isso, a enrolação. O escritor fica procurando assunto, pulando de um tema para outro. Algo meio esquizofrênico.

Aí, de repente, ela chega... A inspiração. Às vezes, chega devagar e o texto começa, aos poucos, a tomar forma. Outras vezes, a inspiração cai como piano de desenho animado e tudo começa a fazer sentido. Então, o leitor percebe - quase sente - que valeu a pena começar a leitura. E o escritor... esse entra em transe. Um transe literário redacional.

* * *

Transe literário redacional (TLR) = doença genética e não contagiosa.
Há vários tipos. Alguns causam sérios danos, mas raramente algum deles é no portador da doença e sim em terceiros. Outros consegue transformar a doença até em ganha pão. Muitos tem e nem sabem. E tem gente que quer ter, se esforça - até finge!! - mas, definitivamente, não tem!

* * *

Ainda não sei se sofro de TLR ou se estou no grupo que se esforça, mais nunca terá um diagnóstico assim. Mas se for - ai meu deus!! - não cliquem no RSS!! Será sempre uma tortura.

Friday, May 28, 2010

O ser humano é imprevisível - sempre para o pior

Isso é o que teu tenho visto nos últimos tempos. Se a coisa está ruim, aproveite, ela vai piorar! Lei de Murphy absoluta.

Mas o que se pode fazer com isso? Se preparar para o pior, esperar que nada dê certo e que as coisas vão descambar de vez. Aí, o pior não vai ser tão pior assim. Alguma coisa vai acabar dando certo (mesmo que por pura sorte!). E se não é tão pior e algo der certo, não vai descambar nada.

Complexo??

Siiiiim. Mas eficaz - dá resultado! Talvez não tão eficiente - não será, provavelmente da melhor forma. Mas efetivo - chegaremos lá!

E como diz o ditado: Entre mortos e feridos, todos se salvarão.

Monday, July 13, 2009

Escrito nos genes...

Tem gente que nasceu para fazer algum esporte. O corpo é perfeito, a força na medida exata - e o mínimo de esforço é necessário para que consiga colocar a bola na cesta, atravessar uma piscina num piscar de olhos, correr a velocidade da luz, ou anos-luz de distância... Esse tipo de talento vem escrito no código genético: "eis um esportista".

Mas, e aquelas pessoas que gostam de esporte e cujo código genético foi praticamente escrito por um analfabeto nessa área? A elas, resta o esporte visual.

Ei, nunca ouviu falar no esporte visual??

Ele é democrático, se adapta a qualquer biotipo e você pode fazer em qualquer lugar. Além disso, praticamete não promove sudorese intensa, não tem treinos desgastantes e você não precisa escolher uma única modalidade. Se tem TV a cabo e assina ESPN ou Sport TV, então, pode praticar todas as modalidades. Você pode exemplo:

ver futebol
ver vôlei
ver tênis
ver natação
ver corrida
Aaahhh! Agora entendeu?

* * *

Minha mãe é a maior esportista visual que eu conheço. Ela sabe decor a tabela do Brasileirão, da Eurocopa, o ranking da ATP, qual o melhor nadador de 400m borboleta (se forçar a memória, sabe o tempo), qual foi a volta mais rápida da última prova da Fórmula 1 (e por quê!), qual jogador de basquete se contundiu no último jogo e quantos pontos ele fez. Ela perdeu a transmissão da última maratona, porque estava vendo uma final de triatlon - mas já assistiu aos melhores momentos. E, tudo isso, sem a menor vocação esportiva real. Dos 34 anos que a conheço, ela odeia suar e não corre nem para pegar o ônibus. Jogou um voleizinho e até um futebolzinho na juventude (contam as histórias de família, mas eu ainda acho que isso é lenda!!).

* * *

Agora dizem que o seu código genético tem influência direta nos seus relacionamentos pessoais, em como você faz amigos e quantos eles serão. Sua popularidade estaria definida quando você nasceu.

E você acredita nisso??

Friday, May 15, 2009

Escrever, definitivamente, é um dom!!

Acabo de ler num blog (dos sérios!) que Luis Fernando Veríssimo não gosta de escrever. Escreve por obrigação. Estou chocada!

Estou assim não pelo fato em si, dele não gostar de escrever, mas pela reflexão que veio na sequência (sem trema!). Por que ficamos impressionados com o fato de uma pessoa fazer algo apenas por obrigação e fazer bem? Por que ficamos impressionados quando uma pessoa tem um dom - vá lá, não dá para negar, ele sabe escrever e ponto - e não gosta dele? Sim, foi isso que ele disse: não gosto de escrever!

Isso pode ser - talvez, quem sabe - simples de explicar: escrever provavelmente não é uma arte, somente um dom. Ou você sabe, ou não. Não digo escrever como estou fazendo - qualquer coisa, com algum sentido -, mas escrever mesmo, cativar pela palavra, envolver pelo texto. Por que penso isso? Porque tenho certeza de que a arte envolve paixão, emoção, sentimentos. E não se pode fazer algo por obrigação sem isso.

Então, digo: escrever é um dom. E aqueles que o tem, por prazer ou não, usem-no! Porque o prazer da leitura, esse sempre vai existir.

E ao Veríssimo, muito obrigado pelo esforço - cruel?? - que passa para que possamos desfrutar ds seus deliciosos contos, crônicas e quadrinhos.